Sexta-feira, Fevereiro 25, 2005

Há dias assim

Há dias que passam bem devagar
Por entre recordações e esperança

Por entre os livos que me cobrem
O horizonte
Navego mil anos luz.
Retenho na fonte
A delicadeza desse sorriso que é
Teu. E vou

Dentro do mar vivo que me rodeia
O corpo
Sinto crescer o desejo
De partir.
Sinto em mim as noites de chuva
Abraçadas em ti,
Sinto a seda na minha mão.
Sinto o calor que é nosso
E a memória ilusória
Que nos engana
Tão bem como nos ensina.
Sinto que este não é mais o meu braço,
Nem esta a perna a minha perna
Já não sou eu
E nunca fui tanto

EU.

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